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Tesla trava disputa jurídica por marca de veículo autônomo

A Tesla iniciou uma ofensiva jurídica nos Estados Unidos para tentar recuperar os direitos sobre a marca “Cybercab”, nome escolhido para seu novo veículo elétrico autônomo, previsto para ser lançado comercialmente ainda em 2026. A ação foi registrada junto ao Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO, na sigla em inglês) em 18 de fevereiro, em forma de oposição formal à solicitação da empresa francesa UNIBEV, que já havia registrado o nome nos EUA e na França.

Embora a Tesla tenha revelado o Cybercab em outubro de 2024 durante o evento “We, Robot”, a UNIBEV – empresa do ramo de bebidas – havia solicitado o registro da marca primeiro na França, em abril de 2024, e depois nos EUA, dias após o anúncio da Tesla, mas ainda antes da empresa americana registrar oficialmente a marca. De acordo com as regras internacionais de prioridade, a UNIBEV tem vantagem temporal no pedido.

A montadora sustenta que a UNIBEV não tem qualquer intenção real de usar a marca em veículos ou serviços relacionados – já que não atua nesse setor – e que estaria apenas tentando se beneficiar da fama da marca para obter lucro indevido, uma prática conhecida como trademark squatting. A petição alega ainda que a UNIBEV prestou declarações falsas ao USPTO e tenta se apropriar de marcas notoriamente associadas à Tesla, como já teria feito anteriormente com termos como “Teslaquila” e “Cyberquad”.

O documento protocolado por Tesla inclui cinco fundamentos principais: fraude: alegações falsas da UNIBEV no pedido; falta de intenção real de uso da marca; risco de confusão com marcas da Tesla já registradas, como “Cybertruck”; diluição de marca notoriamente conhecida; e falsa associação com a Tesla.

A disputa surge em momento crítico: a Tesla já iniciou a produção do Cybercab na Gigafactory do Texas e prevê iniciar as entregas antes de 2027, com preço abaixo de US$ 30 mil. Ainda assim, legalmente, a empresa não detém o direito sobre o nome.

Como medida preventiva, a Tesla também entrou com pedidos para registrar nomes alternativos como “Cybercar” e “Cybervehicle”, mas esses enfrentam obstáculos similares de conflitos com marcas já existentes.

O caso expõe os riscos de anunciar nomes de produtos antes de garantir sua proteção formal, especialmente em indústrias altamente competitivas e com projeção internacional. Para empresas que investem fortemente em inovação e branding, a agilidade no registro de marcas é um passo essencial para evitar disputas caras e estratégicas.

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