A BYD assumiu a liderança das vendas no varejo automotivo brasileiro entre os dias 1 e 14 de abril, segundo dados divulgados pelo vice-presidente sênior da operação no país, Alexandre Baldy. O resultado reforça o avanço consistente da marca chinesa no mercado nacional.
O marco foi celebrado com a entrega simbólica de uma camisa do clube Bahia, com o número um estampado, ao presidente global da empresa, Wang Chuanfu.
Os números mostram que o crescimento não é pontual. De acordo com a Fenabrave, a BYD acumulou 37.634 veículos vendidos no primeiro trimestre de 2026, alta de 73,67% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apenas em março, foram 16.412 unidades, o maior volume mensal desde a chegada da marca ao Brasil.
O desempenho é puxado principalmente pelos modelos elétricos compactos. O BYD Dolphin Mini liderou o segmento com 14.765 unidades vendidas no trimestre, respondendo por quase 40% das vendas da marca e se consolidando como o carro elétrico mais vendido do país.
O modelo começou a ser vendido no Brasil em fevereiro de 2024 como importado, com preço inicial de R$115.800, e passou a ser produzido localmente em julho de 2025, tornando-se o primeiro veículo elétrico da BYD fabricado no país.
Outro destaque é o BYD Dolphin, que somou 4.555 unidades no mesmo período. Juntos, os dois modelos alcançaram 17% de participação no segmento de hatches compactos, ficando atrás apenas de Volkswagen e General Motors e colocando ambos entre os dez mais vendidos.
Nos utilitários esportivos, a linha BYD Song também teve papel importante, com 12.555 unidades vendidas no trimestre. O modelo se tornou o único utilitário esportivo de marca chinesa a figurar entre os dez mais vendidos do Brasil.
A estratégia da BYD combina veículos elétricos e híbridos. No primeiro trimestre, a marca vendeu 15.866 modelos híbridos, superando a Toyota em cerca de 2.600 unidades e atingindo 24,58% de participação nesse segmento.
No mercado geral de veículos elétricos, a liderança é ainda mais expressiva. A BYD vendeu 21.768 unidades no período, o que representa mais de 70% de participação. A segunda colocada, a Geely, ficou bem atrás, com 3.134 unidades.
Outras marcas chinesas também ampliam presença no país. A Great Wall Motor registrou 11.276 vendas de híbridos e ficou na terceira posição, enquanto modelos das marcas Omoda e Jaecoo, da Chery, somaram cerca de 5.800 unidades.
O avanço dessas fabricantes indica uma mudança no mercado brasileiro, com maior aceitação de veículos eletrificados e crescimento da concorrência, especialmente entre marcas chinesas.