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Bateria fina da CATL pode revolucionar veículos elétricos

A fabricante chinesa CATL desenvolveu um novo formato de bateria que pode mudar o desenho de um veículo elétrico esportivo. A empresa modificou os componentes internos para criar peças mais finas. Isso elimina as barreiras de altura que antes dificultavam a montagem de carros mais baixos e com alto desempenho.

Baterias grossas localizadas no assoalho sempre foram um grande problema para o projeto de carros esportivos. O formato padrão obrigava as fabricantes a aumentar a altura do teto do veículo elétrico ou reduzir o espaço para os passageiros no banco de trás. Com as novas peças, é possível criar carros próximos ao solo sem perder o conforto interno.

Uma patente recém-aprovada da marca revela uma área mais fina logo abaixo da tampa da bateria. Esse espaço permite que as peças internas se dobrem com facilidade sem encostar nas paredes externas de metal. Esse cuidado evita falhas elétricas provocadas pelas vibrações naturais das estradas.

Essa mudança de geometria funciona como uma verdadeira barreira de segurança para o consumidor. A empresa separou as redes elétricas internas das paredes da caixa da bateria. O movimento faz parte de uma grande estratégia para focar na segurança física da estrutura e reduzir o risco de problemas com altas temperaturas.

Todas essas melhorias mecânicas são resultado de um fundo de pesquisa no valor original de 22,14 bilhões de yuans, montante que é equivalente a 17,05 bilhões de reais, aplicados durante o ano de 2025. O dinheiro serve para otimizar as baterias líquidas atuais enquanto as opções modernas em estado sólido ganham espaço no mercado.

O alto investimento reflete a grande força da empresa em todo o setor automotivo. Apenas no primeiro trimestre do ano de 2026, o lucro líquido da marca alcançou 20,7 bilhões de yuans, o equivalente a 15,93 bilhões de reais. Esse total supera os ganhos somados de montadoras famosas como BYD, Geely e Chery.

O sucesso das novas tecnologias já aparece nos relatórios comerciais deste ano. Dados da indústria referentes ao mês de maio do ano de 2026 mostram que a empresa registrou a instalação de 33,08 gigawatts-hora em baterias. Esse volume significa um crescimento de 13,8% em comparação com o mês anterior e uma alta expressiva de 35,2% em relação ao ano passado.

Com esses números positivos, a empresa garantiu 46,1% de participação em seu mercado nacional. A maior parte das baterias entregues aos clientes utiliza a mistura química de fosfato de ferro e lítio. A segunda opção mais vendida pela marca é a tecnologia feita com níquel, manganês e cobalto.

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