A fabricante chinesa de automóveis Xpeng venceu dois processos judiciais por difamação em seu país de origem. A decisão pune criadores de conteúdo que publicaram declarações falsas e ofensas sobre as operações da empresa. A iniciativa tem o objetivo principal de proteger a reputação da marca e combater a desinformação no ambiente virtual.
O departamento jurídico da montadora anunciou a vitória no final de junho. O tribunal especializado em causas digitais da cidade de Cantão condenou os cidadãos Liu Hongbin e Zhang Liang. A justiça determinou que ambos publiquem pedidos de desculpas em seus perfis oficiais em diversas plataformas de conteúdo asiáticas, como Toutiao, Sohu e NetEase.
Além da retratação pública, a ré Zhang Liang terá que pagar uma compensação financeira pelos danos causados à empresa. O valor exato desta punição ainda não foi revelado ao público. Os advogados da marca ressaltaram que as redes de computadores possuem regras severas e que a companhia continuará a defender seus direitos por vias legais. A marca aproveitou para agradecer o apoio de clientes e de veículos de comunicação confiáveis.
A divulgação do sucesso nos tribunais acontece em um momento estratégico para evitar boatos e falsas análises. A empresa agendou a apresentação de seu novo utilitário esportivo compacto, o modelo Mona L03, para o dia 2 de julho no mercado chinês. Recentemente, a montadora divulgou as primeiras imagens do interior do veículo.
O novo automóvel elétrico mede 4,65 metros de comprimento, 1,92 metro de largura e 1,60 metro de altura. O veículo possui uma versão totalmente elétrica com um motor de 245 cavalos de potência. As opções de bateria de fosfato de ferro e lítio garantem uma autonomia que varia de 505 a 650 quilômetros no ciclo oficial de testes da China. Existe ainda uma versão de autonomia estendida que adiciona um motor a combustão para gerar energia extra, capaz de rodar até 257 quilômetros apenas no modo elétrico.
As recentes vitórias judiciais da Xpeng refletem uma tendência de tolerância zero no setor automotivo chinês. No início de 2026, outras grandes fabricantes ganharam casos semelhantes e exigiram altas indenizações contra blogueiros e influenciadores digitais.
A marca BYD, por exemplo, recebeu o equivalente a 1,4 milhão de reais após um homem mentir sobre o consumo de combustível de um de seus modelos. A divisão de veículos da Huawei também ganhou uma ação de cerca de 234 mil reais. Em fevereiro do mesmo ano, a divisão de automóveis da Xiaomi conquistou uma compensação recorde superior a 3,8 milhões de reais contra declarações enganosas.