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Anthropic, dona do Claude, prepara operação no Brasil

A Anthropic, empresa responsável pelo Claude, prepara a abertura de um escritório em São Paulo e avança na montagem de sua estrutura no Brasil, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg Línea.

De acordo com essas fontes, a operação local deve ser voltada ao segmento corporativo, conhecido como enterprise. A empresa já teria iniciado a seleção de profissionais para a equipe comercial, e ao menos uma contratação foi feita.

A Anthropic ainda não comentou o assunto. O movimento ocorre em um momento de expansão da companhia, que vem disputando espaço com a OpenAI no mercado de modelos de inteligência artificial.

No Brasil, o país já figura entre os principais mercados de uso da plataforma Claude. Segundo o relatório Anthropic Economic Index, o país é o terceiro maior em uso, atrás apenas de Estados Unidos e Índia.

A empresa passou a oferecer seus serviços no Brasil em agosto de 2024 e, desde então, ampliou sua presença entre clientes corporativos. Produtos como Claude Code e Claude Cowork têm impulsionado esse avanço.

Segundo as fontes, há expectativa no mercado sobre quem comandará a operação local. Entre startups atendidas pela plataforma, cresce a aposta de que a chegada oficial ao país venha acompanhada de incentivos comerciais, como créditos para uso da tecnologia, prática já adotada por outras gigantes de tecnologia.

Criada em 2021, a Anthropic tem acelerado sua expansão global. Nesta semana, a empresa informou que a demanda por clientes do Claude avançou de forma mais rápida neste início de ano, com receita anualizada acima de US$ 30 bilhões.

Em fevereiro, quando anunciou sua rodada Série G, a companhia disse ter mais de 500 clientes corporativos com gastos anuais superiores a US$ 1 milhão. Em menos de dois meses, esse número teria passado de 1.000 empresas.

Em evento no Brazil at Silicon Valley, o brasileiro Mike Krieger, cofundador do Instagram e líder do Anthropic Labs, disse ver grande potencial para empreendedores no país. Ele destacou que conhecimento profundo de setores como saúde, educação, direito e governo pode se tornar uma vantagem competitiva na era da inteligência artificial.

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