A Mercado Livre confirmou a abertura de um centro logístico na China, reforçando sua estratégia de expansão internacional e ampliando o controle sobre a cadeia de distribuição. A iniciativa foi revelada no relatório financeiro de 2025 e já impacta diretamente a operação da empresa na América Latina.
A estrutura entrou em funcionamento em dezembro e atende os cinco principais mercados da companhia na região. O objetivo é fortalecer o modelo de comércio internacional, ampliar o portfólio de produtos asiáticos e reduzir prazos de entrega para os consumidores.
Segundo o documento, a nova operação permite maior eficiência logística e melhora a competitividade frente a plataformas globais. A empresa aposta no crescimento do corredor comercial entre China e América Latina ao longo de 2026, cenário considerado estratégico para sustentar a expansão.
O presidente do Mercado Livre na Argentina, Juan Martín De la Serna, alertou que a ausência de regulamentação pode prejudicar pequenas e médias empresas locais. Ao mesmo tempo, a abertura do centro na China indica uma busca por maior eficiência diretamente na origem dos produtos.
O movimento ocorre em meio à pressão competitiva de empresas como Shein e Temu, que vêm ampliando presença na América Latina com produtos de baixo custo.
Em termos financeiros, o Mercado Livre registrou crescimento de 39% nos ingressos líquidos globais em 2025. Apesar disso, houve queda nas ganancias trimestrais, impactadas por investimentos em logística e crédito. A reação do mercado foi imediata, com queda superior a 10% nas ações após a divulgação dos resultados.
Mesmo diante da pressão de curto prazo, a empresa avalia que o novo centro logístico será determinante para reduzir custos, acelerar entregas e consolidar sua liderança no comércio eletrônico latino-americano.